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domingo, 7 de agosto de 2011

Alex Araújo e suas "3 Américas" apresentadas à turma de Audiovisual para Educadores

No dia 18/06, a turma de Audiovisual para Educadores assistiu 3 Américas e conheceu o cineasta Alex Araújo, seu realizador.

Feitas as apresentações, a primeira parte da aula foi teórica. Alex fez questão de conduzir a aula comigo, que, dentre outros temas, abordou principalmente as diferenças entre D. W. Griffith e Serguei M. Eisenstein, usando algumas passagens do documentário The Cutting Edge - The Magic of Movie Editing (2004) para ilustrar.

Partimos, então, para a sessão de cinema. Antes, Alex fez uma introdução sobre o que estava por vir - 3 Américas (2007) é um documentário de Alex Araújo feito quando ele ainda estudava cinema na Universidade Estácio de Sá (RJ). O documentário se passa ao longo de uma Avenida (Avenida das Américas - Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro) e aborda as suas particularidades e desigualdades, criando uma analogia entre esta e o nosso Continente.


Terminada a sessão, Alex foi todo ouvidos para a turma. A discussão foi bastante produtiva, pois, além de surgirem os temas técnicos, surgiram os temas de análise crítica da obra, ou seja, pudemos discutir a obra como um todo. Pode-se dizer que o documentário foi esmiuçado: ficou possível começar a ter uma ideia mais próxima do real de como é feito um documentário, desde sua idealização, passando pelas pesquisas e dificuldades, bastidores do set de filmagem, problemáticas em relação à trilha sonora, pedido e autorização de direitos autorais até chegar ao produto final.


Durante a discussão, através das dúvidas e falas dos alunos, pude perceber o amadurecimento deles em relação aos conteúdos dados até então, sendo possível avaliar alguns conhecimentos já adquiridos pela turma, de um modo geral. Além disso, foi bastante produtivo o resultado no que diz respeito à análise critica do documentário; foram feitas abordagens tanto em relação aos personagens, especificamente, como em relação à temática, tais como diferenças e dificuldades sociais, capitalismo, colonização das Américas e do Brasil, a importância que pode vir a ter o registro de um território e sua história e, especialmente, o que a experiência de fazer esse documentário significou para o Alex. Segundo o próprio Alex, sobre 3 Américas:

"A gente acha que vai encontrar respostas, mas você sai com mais perguntas! Você não passa por uma experiência dessas sem se transformar."

E é essa sensação, essa ideia, que eu quero que fique em meus alunos: que eles, nas infindas tentativas de transformar, se transformem também.


Segue abaixo, 3 Américas


domingo, 31 de julho de 2011

"Você Pode" - Toni Carlos, primeira visita na turma de Audiovisual para Educadores

O celular já pode ser considerado uma extensão do corpo. Quase ninguém, hoje em dia, se vê sem um celular. Inúmeras funções e aplicativos estão reunidos nesses aparelhos. Ter um celular hoje não é, apenas, ter um telefone móvel; é ter GPS, Internet, televisão, rádio, "e-book", "pen-drive", "games", câmera digital... Enfim, com um celular, você pode tudo! Você pode até fazer um filme!

Você Pode (2009) é um documentário feito com a câmera de um celular. Um curta metragem de 18 minutos, com roteiro de Toni Carlos Dias e direção de Toni Carlos Dias e Kátia Lacerda. E foi exibido para a turma de Audiovisual para Educadores, no dia 25/05.

Para um primeiro contato real da turma com os "bastidores" de uma produção de audiovisual e incentivo, achei que seria bacana exibir este documentário e levar o próprio Tony para falar sobre sua experiencia. Não por ser meu amigo, mas, principalmente, pela proposta de seu trabalho: fazer um documentário com um celular, ou seja, mostrar que é possível produzir um bom trabalho audiovisual com poucos recursos. Além disso, Toni, embora não assuma de fato, não faz uma mera atuação, ele é muito de seu próprio personagem.

Você Pode conta a história de um "gordinho" tentando emagrecer e, ao mesmo tempo, buscando o autoconhecimento. Em meio a sua vida de "solteiro desregrada" - regada a muita cervejinha e cachorro-quente de rua -, falha diversas vezes, mas não desiste de seus objetivos. Engraçado e leve - sem deixar de nos fazer pensar por diversas vezes -, superação talvez seja a palavra-chave deste filme, dependendo do ponto de vista de quem assiste.

Após assistirmos ao documentário, ficou por conta da turma fazer as perguntas ao Toni, que abordaram tanto o universo técnico da produção (questionamentos sobre como surgiu a ideia, como foi de fato filmar com uma câmera de celular, o tempo que durou o projeto, as diferenças entre filmagens internas e externas, entre outros) quanto a vida pessoal do Toni, em relação ao curta - todos queriam saber como o Você Pode influenciou na vida dele e as consequências disso.



A visita de Toni Carlos foi bem-vinda. O resultado foi positivo para todos nós - Toni pode sentir as interpretações e curiosidades da turma (imagino que é sempre gratificante observar como o outro tenta entender nossa obra) - a turma teve seu primeiro contato real com alguém que já realizou um trabalho audiovisual, compreendendo um pouco mais esse universo, produzindo e direcionando novos olhares a respeito; e para mim, que pude sentir um pouco mais como a turma está absorvendo os conteúdos, como as aulas estão contribuindo para uma curiosidade mais técnica e, ao mesmo, tempo crítica sobre os temas abordados.


Abaixo, algumas observações da turma sobre Você Pode:

"O documentário mostrou que, independente do que você esteja passando, há sempre uma solução quando você determina que vai vencer a sua guerra interior."
Dhine Kelly

"Toni Carlos nos ajudou a organizar o pensamento e a buscar o queremos [...]. Nos ajudou a perceber o que antes não víamos."
Joselina Bastos

"A aula com Toni Carlos ajudou a ampliar o olhar sobre o curso. Nos apontou as diversas fontes para elaborar um enredo e os diferentes tipos de recursos que podem ser usados em um projeto audiovisual."
Ítalo dos Santos

"O documentário me serviu para ver uma outra utilidade para o celular. [...] É uma nova perspectiva de utilizá-lo, não só para tirar fotos, mas também para produzir vídeos."
Sheila Portela

"Foi muito interessante assistir o documentário e logo em seguida poder conversar com o próprio realizador, tirar dúvidas, desconstruir mitos...
Pude começar a entender que as coisas não são tão difíceis nem tão impossíveis quanto podem parecer. O caso é estudar sobre os temas referentes."
Érica de Campos.


Mais informações sobre a visita...

► Toni Carlos no Facebook